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quarta, 11 julho 2018 Modificado em quinta, 12 julho 2018

Entrevista ao nosso João Veiga dias após a sua participação no X-Pyr 2018 onde logrou um honradíssimo 18º lugar.

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Poucos dias após a tua segunda participação no X-Pyr, imaginamos que estejas ainda com a cabeça a mil. O que é que está assim mais vivo?

Nesta segunda participação as sensações mudaram bastante em relação à primeira. Nessa primeira vez é que acabei a prova com a cabeça a mil, com emoções muito fortes: não sabia o que esperar, era tudo uma novidade e as emoções eram muito mais à flor da pele. Nesta segunda vez já não foi assim, o final da prova foi bastante tranquilo ainda que tivesse uma lesão no pé. Nos últimos 3 dias da prova tinha o tornozelo bastante inchado e caminhei com dor sempre e portanto decidi que no último dia só ia fazer a subida ao turn-point nº5, o Midi de Bigorre, e voar tudo o que conseguisse. Quando aterrasse acabava para mim. Apesar de ter 2 ou 3 pilotos imediatamente atrás de mim, decidi não sacrificar mais o pé para a recuperação ser mais rápida. Aterrei ao fim de 299km. Há dois anos atrás, também com dois pilotos atrás de mim e outros dois à frente acabei a prova a correr em linha recta em direcção ao turn-point para ganhar mais algumas posições. Desta vez isso não foi importante para mim. Valorizei mais a experiência adquirida, toda a aprendizagem de como é que aquilo funciona, como é que não funciona, o que é que resulta, ou não, e tirar boas conclusões para as seguintes edições da X-Pyr. Desta vez terminei calmíssimo, eram mais ou menos duas da tarde e a minha equipa recolheu-me em 2 minutos, estavam pertíssimo do sítio onde aterrei, e fomos directamente para Port de la Selva para a entrega de prémios. Tranquilo, sem grandes emoções, sem stress acumulado, nada.

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Quais foram os momentos mais marcantes?

Há dois anos percebi quais foram os pontos fracos da minha participação, as coisas que eu tinha que melhorar e concluí que realmente tinha que trabalhar mais na estratégia da rota. É super importante ter uma boa estratégia não só para a rota a caminhar como para a rota a voar. Sem isso o nervosismo aumenta, as coisas começam a não sair bem, há muitos momentos em que não sabes o que fazer, estás stressado... acabas por andar muito mais, durante horas, para depois te aperceberes que foi inútil... isso acontece sempre um bocadinho, apercebes-te que há movimentos que não farias se tivesse uma boa estratégia: se calhar devias ter parado um bocadinho mais atrás para no dia a seguir descolares de um sítio melhor. Aprendi bastante dessa vez. Desta feita tinha na minha equipa o David Castillejo, que já participou no X-Alps e em várias copas do mundo, e a mulher dele, que também é uma desportista com muitos conhecimentos de fisiologia humana, lesões e massagens. Portanto, tanto a nível físico como a nível da estratégia de movimentos durante a prova, este ano estava mais bem preparado... Serve isto para dizer, respondendo à pergunta, que os momentos mais intensos típicos neste tipo de provas foram muito menos que na participação anterior precisamente por isso: em cada dia sabia o que podia fazer, onde queria estar no dia a seguir e a meteorologia, pois desta vez tinha o Vitor Baía a fazer-me as previsões. Assim era muito mais fácil decidir a estratégia, ou seja, o que fazer no próprio dia para preparar o dia a seguir. É claro que a parte do voo tem sempre uma grande componente aleatória, nunca sabes se vai correr bem apesar de teres uma previsão meteorológica ao milímetro e portanto nunca tens certeza de onde vais aterrar. Nós tipicamente delineávamos a estratégia no final do dia, mas pilotos como o Maurer fazem essa análise duas ou três horas antes de aterrar: às 18h30m já está a pensar no melhor sítio para descolar no dia a seguir e, portanto, faz o seu voo de forma a ficar o mais perto possível desse sítio. Quanto mais afinada está essa estratégia, melhor te saem as coisas. Desta vez eu melhorei bastante, mas claro que é possível melhorar mais. Isso é o que te permite fazer cada vez mais quilómetros.

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Qual foi o treino que fizeste para te preparares para o X-Pyr?

Segui um treino para maratona de montanha com um desnível acumulado positivo de 2500m a um nível intermédio, enquanto que há dois anos fiz o mesmo mas a um nível de iniciante. Desta vez treinei mais mas também me lesionei mais. É preciso ter cuidado, se colocas muita carga e intensidade nos treinos é preciso ser acompanhado por um fisioterapeuta para qua ao fim de 2 ou 3 meses de treino não comecem a aparecer lesões. Foi isso que me aconteceu: comecei a treinar em Novembro e em Fevereiro comecei a ter lesões nos pés e nos joelhos. Levei depois um mês e meio a resolver a situação para conseguir acabar o treino mais ou menos bem. Entrei na prova com algumas moléstias, mas ia bastante forte. O treino tem uma importância enorme especialmente na subida de 24km até ao primeiro turn-point, o Larun, que tem que ser rápida porque o primeiro voo é o mais difícil de todos. Estás a voar sob a influência da brisa do mar, é uma zona muito complicada. Há dois anos cheguei lá tarde, voei sozinho, não entendi nada e marrequei. Este ano consegui chegar cedo e descolar com o segundo grupo de 6 ou 7 pilotos. É essencial conseguir voar os primeiros 20km acompanhado, caso contrário ficarás para trás e torna-se logo muito desmoralizante. Fazer esse voo sozinho é praticamente impossível a não ser que sejas um piloto de elite. Tem umas ladeirazitas baixas, de uns 500m, e tens que passar para as próximas ladeiras apenas com o pouco que consegues ganhar, dificilmente, acima das anteriores. Este ano consegui fazer isso e subir mais uma montanha para ao final do dia fazer um planeio que me permitiu ficar numa posição para no dia a seguir picar o Orhi. A partir daí já começa a ser mais fácil. Ainda não é "trigo limpo, farinha amparo", pois o Orhi está a uns 50 km da praia, mas a partir daí já é um voo em que vês cor. Portanto, a preparação é super importante para conseguires voar em grupo logo no início... e é o que te permite não queimar nessa parte, há sempre 4 ou 5 pilotos que desistem ao segundo dia. A partir daí quase todos os pilotos decidem não correr para se aguentarem durante a semana toda, caminhando apenas mais rápido. Se caminhares a prova toda não é necessário uma preparação tão boa, mas é essencial nesse primeiro dia chegar cedo a Larun.

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Como é que funcionou a tua equipa? Queres partilhar algum segredo?

O David (Castillejo) e a mulher dele são espectaculares, nunca houve stresses, e o Vitor à distância forneceu sempre as previsões certas. Uma grande vantagem é teres na equipa alguém que entenda muito de voo e que conheça o Pirinéu. Isso é super importante, mesmo essencial. Caso contrário vais cometer erros, andar para trás e para a frente sem saber de onde descolar ou o que é vai funcionar... claro que depois o piloto também tem que saber ler o dia, que ladeiras é que estão a funcionar, que brisas é que estão a entrar, se estão fortes ou não. Os conselhos do Vitor Baía foram sempre muito bons. Por exemplo, se ele diz "amanhã vai ser um dia de desenvolvimentos verticais, só vais conseguir voar até às 4 da tarde", então tu começas a ponderar descolar um bocadinho mais cedo e a pensar o que é que vais conseguir cobrir das 4 da tarde às 10 da noite a caminhar. Se existe uma baliza no topo de uma montanha com um raio pequeno, como foram os casos do Orhi e do Turbón, em que tinhas que subir a montanha toda caso não chegasses a voar, tens que planear tua estratégia para que, dê por onde der, chegues lá mesmo a voar... caso contrário, é um dia perdido, basicamente. Enfim, o trabalho em equipa é fundamental e correu super bem: permitiu decidir horas de voo, ladeiras a usar, por que lado é que se contornaram as montanhas, etc. Além disto, o Pirinéu é bastante duro. É um sítio que dá um bocadinho de medo... Eu voei com a Z-Alps, uma asa EN-D que se mexe um bocadinho, e como os vales do Pirinéu têm uma orientação Norte-Sul e a rota é de oeste para leste, vais ter que inevitavelmente voar em sotaventos. Lá há condições mesmo muito duras....

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Pois, diz-se que voar nos Pirinéus não é tão "fácil" quanto nos Alpes, pelo menos não se consegue voar tão cedo...

Não acho que seja mais difícil. Se a X-Pyr tivesse os mesmos quilómetros que a X-Alps, sim, seria muitíssimo mais difícil. Mas não tem, este ano a X-Pyr tinha 560km. Na X-Alps tens que fazer as coisas para te aguentares até ao fim sem lesões. Como disse há pouco, andei 3 dias lesionado e ao 4º acabou para mim. Na X-Alps isso só daria para cobrir uma pequena parte do trajecto. Mas também é verdade que nos Alpes, como a orientação dos vales é a mesma que a da rota, podes facilmente caminhar 60km no vale sem ter que subir nada... no Pirinéu, a caminhar, para tirares 20km à rota tens que fazer 40km, o dobro, a passar montanhas.

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Já disseste que voaste com a Z-Alps. Qual foi o restante equipamento, incluindo água e comida, com que fizeste a prova?

O equipamento obrigatório é a asa, o arnês, o reserva, dois trackers - um Flymaster e um Spot, um capacete e um telefone. Depois obviamente tens que levar a tua água, comida e um instrumento de voo. É essencial levares um que te permita ver bem o espaço aéreo, a não ser que conheças milimetricamente o Pirinéu. O problema é que os equipamentos que te permitem ter essa melhor visualização são mais pesados. Eu levei um C-Pilot, que falhou no 3º dia, apagou-se em voo e fez-me ir para o chão, mas é um aparelho que permite ver bem as zonas proibidas e contorná-las. Este ano havia uma baliza com o centro dentro de uma zona proibida, que tinhas que picar no único bocadinho a Sul fora da zona proibida, o que sem um bom instrumento é super complicado de conseguir. Foi aí que um dos melhores pilotos do mundo, o Félix Rodríguez, levou uma penalização de 24h que o levou a desistir (por não querer esperar). Quanto a comida, no primeiro dia é importante levar gels e barritas energéticas, por serem mais leves. De uma maneira geral, se a tua equipa te conseguir acompanhar podes andar sempre mais leve. Se te acaba a comida ou a água vais ter que parar. A água, sobretudo, tem que ser muito bem controlada. No global, olhando para o equipamento obrigatório, eu pensava que tinha um conjunto bastante leve com 9,5Kg, mas não, o do Toma Coconea tinha 6,6Kg... e a diferença depois nota-se. Hoje já há arneses que pesam menos de 1kg. Eu levei o arnês X-Alps da Gin, que pesa 2,4kg... mais meio quilo no reserva e facilmente chegas àquela diferença. Tudo conta, principalmente na parte inicial da prova... depois nem tanto. Como disse no início, no primeiro dia é super importante chegar cedo à descolagem de Larun e ver o que é que está a fazer o Maurer, o Pinot, o Mayer... é essencial sair com eles porque eles é que são capazes de voar naquelas condições horríveis junto ao mar.

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Quais são os pilotos que para ti são uma inspiração ver voar? Há os óbvios, não é?

Sim, são os casos óbvios. É realmente brutal ver como o Maurer consegue voar em condições tão duras e difíceis, como as que se encontram numa prova como o X-Pyr. É muito interessante ver porque dá para perceber a diferença dos níveis. Eu até acho que sou um piloto que se aguenta bastante bem em condições duras e turbulentas - se o Pirinéu estiver ao sol apanhas térmicas de +7 por todos os lados, mas o que mais admiro em pilotos como o Maurer, o Mayer, o Freyman, o Pinot, o Rodriguez e o Garza é como conseguem voar em condições fracas. Tu dizes: não pode ser, não é possível não marrecar em determinadas condições, mas eles avançam com zeros.

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Que dicas darias a quem quer começar a fazer hike&fly?

Para este tipo de provas serem divertidas - isto para mim é super divertido e motivante - acho que é super importante estar bem treinado para que a parte física não seja um obstáculo ou desmotivante. Como disse antes, vais cometer erros e podes chegar ao topo de uma montanha que te parecia brutal para descolar, mas chegas lá e são barrancais de pedra, ou seja, é impossível descolar. Se chegas lá acima rebentado e dizes "agora vou voar, agora vou voar" para evitar o esforço de encontrar uma descolagem, a coisa pode obviamente correr mal. Se estás forte, chegas lá acima e facilmente consideras descer 400 metros para depois subir outros tantos para encontrar a descolagem de que precisas. Para voar especificamente no Pirinéu é preciso ter experiência em voo de montanha. Se és um piloto que voa na Serra da Estrela à hora do almoço já estás habituado a voar em condições duras. O Pirinéu é um pouco mais duro. Montanhas grandes e o facto de não ver casas, nem gente, de ver só natureza selvagem pode assustar um bocado... Outra coisa que acho que é importante, ainda que este ano não tenha sido um handicap, são os ventos fortes: deves ser capaz de descolar sozinho nessas condições. É que quando estás sozinho o vento parece-te ainda mais forte do que realmente é e isso muitas vezes impede-te de descolar. Por isso é fundamental um bom trabalho de campo com ventos fortes. Se és um piloto que já voou em Quixadá de certeza que estarás mais à vontade, senão isso também se pode treinar. Para além disso, é super importante ser capaz de aterrar bem em encostas inclinadas de 45% ou mesmo 60% e também em sítios pequenos, porque se tens que ir para o vale cada vez que tens que aterrar depois vais ter que caminhar muito mais. Se vires os tracks dos pilotos acabam constantemente nas encostas ou nos cimos das montanhas, só assim conseguem avançar rápido. Basicamente são esses os skills: o treino, descolar com vento forte, aterrar em sítios pequenos, inclinados e complicados; não ter medo de descolar sozinho, quer estejam boas ou más condições; ter a cabeça fria para decidir se as condições são para ti ou não... não inventar muito. Deves conseguir dizer "não vou descolar porque isto está demasiado duro para mim", ou seja, deves ter bem presente as as tuas capacidades e descolar nas condições que são realmente para ti. Senão o medo entra, o medo entra bastante quando estás sozinho.

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Planos futuros, X-Alps?

Ainda não estou preparado para isso, o futuro será outra X-Pyr. É preciso um bocado mais de preparação para o X-Alps e eu também não conheço muito bem os Alpes, voei muito poucas vezes lá. Mas é um sonho que tenho. A cada ano que passa noto que vou melhorando, em termos de voo, e ao voar com estes pilotos também noto a diferença de nível e o que me falta para chegar ao nível que é necessário para que a X-Alps seja divertida... mas também é necessário que te escolham. É muito complicado o organizador escolher um piloto que não tenha provas dadas em competições mais convencionais. Normalmente eles escolhem os pilotos que foram campeões de um país, segundos classificados ou que ficaram muito bem classificados em provas desse tipo. Portanto ainda tenho muito que pedalar. Mas algum dia, algum dia...

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Muito obrigado, João! Queres acrescentar mais alguma coisa?

Lembro-me de um voo em que atravessei um colo ladeado por dois picos dentro das nuvens, uma espécie de sorriso... passei para o outro lado e vi o Midi d'Ossau, que é um pico que parece o Matterhorn. Aparece-te assim uma montanha à frente e tu dizes "wow, o que é que é isto?". Este tipo de experiências acontecem-te quase diariamente no X-Pyr: vistas espectaculares e sensações brutais. Ficas super-super agradecido por estares a participar. Obrigado, Iñigo (organizador do X-Pyr)! Isto, sim, é viver!

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quinta, 15 março 2018 Modificado em sexta, 01 junho 2018

Nos últimos dois anos, com especial incidência a partir de Abril de 2017, tem-se verificado uma crescente utilização das áreas TRA54 e TRA55 para exercícios militares. Tendo em conta tanto a frequência como os horários desses exercícios, actualmente a prática de voo livre na região da Serra da Estrela e serras adjacentes encontra-se fortemente condicionada. Consequentemente, as empresas e particulares cuja actividade, directa ou indirectamente, depende do voo livre vêem a sua subsistência ameaçada, em especial no sector do turismo. Mais ainda, em termos desportivos, as modalidades de parapente e asa delta encontram-se, dessa forma, literalmente sem espaço para evoluir.

O Clube de Voo Livre Vertical e as entidades abaixo identificadas entendem que é urgente uma tomada de acção por parte de Federação Portuguesa de Voo Livre para que, junto das entidades competentes, faça valer uma utilização polivalente e responsável do espaço aéreo português, em particular das áreas supracitadas.

Salientamos alguns dos motivos pelos quais consideramos premente essa tomada de acção:

1. A Região e o Voo Livre

1.1. A reconhecida e repetidamente comprovada qualidade e consistência das condições naturais para o voo livre da região, merecendo a confiança de organizadores de múltiplas competições internacionais (Pre-Paragliding World Cup 2004, Paragliding World Cup 2005, Competição Internacional da Serra da Estrela - INATEL 2008, Paragliding World Cup 2010, Nordic Paragliding Open 2011, British Open 2013, Paragliding World Cup 2014, British Open 2016, Paragliding World Cup 2016, Estrela XC Challenge 2016 e Estrela XC Challenge 2017) e nacionais (Open da Serra da Estrela 2005, Portugal Open de Parapente da Serra da Estrela/Linhares 2011, Portugal Open de Parapente de Manteigas 2012, Portugal Open de Linhares da Beira 2013, Portugal Open de Asa Delta 2013, Liga Nacional de Parapente 2014, Campeonato Nacional de Asa Delta 2014, Liga Nacional de Parapente 2015, Liga Nacional de Parapente 2016, Paragliding Open Sport 2017, Liga Nacional Parapente 2017) de parapente e asa delta.
1.2. Os sucessivos records nacionais e europeus obtidos em voos com descolagem na região.
1.3. A procura consistente e continuada da região por parte de grupos de pilotos nacionais e estrangeiros, em grande parte motivada pelo exposto em 1.1 e 1.2, facilmente comprovável nas bases de dados de voos Leonardo e XContest.
1.4. O carácter sustentável do voo livre, podendo enquadrar-se como serviço na definição de Parque Natural (da Serra Estrela) do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ver 1.6).
1.5. A candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO por parte de nove municípios da região (Manteigas, Covilhã, Guarda, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Seia e Oliveira do Hospital), através da qual se pretende conciliar a conservação ambiental com o desenvolvimento sustentável da região.
1.6. O trabalho desenvolvido desde 1991 pelo Clube de Voo Livre Vertical na formação de novos pilotos, na formação contínua de sócios e não sócios, bem como no apoio e enquadramento de pilotos visitantes.
1.7. O trabalho realizado pelo Aeroclube da Covilhã em prol da formação de pilotos e de condições para a prática de actividades aeronáuticas: voo livre, aeromodelismo e aviação ligeira com motor.
1.8. A existência de uma academia de Engenharia Aeronáutica (na Universidade da Beira Interior), cujas reconhecidas actividades de ensino e investigação, algumas destas últimas em colaboração com elementos do Clube de Voo Livre Vertical, ocorrem a partir da descolagem da Covilhã e do aeródromo de Castelo Branco.
1.9. O trabalho e os investimentos avultados efectuados pelas autarquias de Manteigas, Covilhã, Celorico da Beira e Fundão na promoção do voo livre na região através i) do apoio monetário à realização de competições ii) do melhoramento de acessos às descolagens e das condições das mesmas iii) da disponibilização de meios logísticos e de mão-de-obra, estimulando todos os sectores de actividade económica da região.
1.10. A queda no número de voos efectuados na região que se verificou em 2016 e 2017, de forma abrupta no último caso, conforme evidenciado na Figura 1.

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Figura 1: Número de voos efectuados na região de 2014 a 2017 registados na plataforma Leonardo – The Global Flight Database

 

1.11. O impacto económico negativo da diminuição do número de voos referida no ponto anterior. Desde a restauração ao alojamento, passando por outros serviços locais, todos os sectores de actividade económica da região são, directa ou indirectamente, profundamente afectados por essa diminuição, intensificando a interioridade e a desertificação da região.
1.12. A regressão, em termos desportivos, das modalidades de parapente e asa delta e dos seus praticantes. Tendo em conta que a região da Serra da Estrela é o melhor sítio para a prática de voo livre no país, o que sucede actualmente é equivalente à interdição da prática de surf na Ericeira pela Marinha Portuguesa.
1.13. A importância que o voo em parapente e asa delta possuem no seio da Fédération Aéronautique Internationale (FAI), organismo que governa estas modalidades entre outras a nível internacional, em termos do número total de praticantes e de competições realizadas anualmente.

2. Boas Práticas e Tendências

2.1. A existência de um aeroporto internacional em Sion, Suiça, não só não impede o voo livre nas suas imediações como permite, em períodos de inactividade, a utilização do respectivo espaço aéreo reservado.

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Figura 2: Espaço aéreo reservado do aeroporto de Sion e voos (em parapente e asa delta) efectuados nas suas imediações: a vermelho (azul) zonas onde há maior (menor) concentração de voos.

 

2.2. O impacto económico positivo associado ao voo livre nas regiões onde as condições naturais são adequadas à sua prática: Val di Fassa (Itália), Fiesch (Suiça), Saint André (França), Innsbruck (Áustria), Algodonales (Espanha), etc. Por motivos de proximidade e mais directa comparação, tomemos o último exemplo, Algodonales, “refúgio” de milhares de pilotos do norte e centro da Europa, onde a capacidade do alojamento local é insuficiente, recorrendo-se ao alojamento das vilas circundantes para suprir a procura e a restauração se multiplicou e adaptou aos horários dos praticantes de voo livre, impulsionando toda a economia local.
2.3. O crescente estímulo ao desenvolvimento de regiões com condições naturais propícias à prática de desportos de natureza, por parte de autarquias e empresas (nacionais e internacionais), por exemplo: Nazaré, Ericeira e Peniche (surf), Mogadouro (voo em planador), Manteigas, Covilhã, Celorico da Beira e Fundão (voo em parapente e asa delta), etc. Resulta desse estímulo o desenvolvimento das próprias modalidades desportivas e seus praticantes, incluindo o aparecimento de novos valores, assim como a revitalização da economia local.
2.4. A crescente consciência ecológica da população, evidenciada pela proliferação de movimentos cívicos para a preservação das condições naturais únicas para actividades de lazer e/ou de modalidades desportivas. Exemplos: movimento SOS Cabedelo (Figueira da Foz), Guardiões da Serra da Estrela, etc.

3. Futuro e Soluções

Considerando as áreas TRA54 e TRA55 em particular, mas sem perda de generalidade, apresentamos algumas soluções que, em conjunto ou separadamente, permitirão uma utilização polivalente e responsável do espaço aéreo português no futuro:

3.1. A definição dos limites inferior e superior de GND e FL105, respectivamente, para voo livre.
3.2. A articulação de horários. Por definição, o voo livre está dependente da energia do Sol e limitado a VFR, pelo que a utilização de espaço aéreo pela Força Aérea Portuguesa (ou outras), de GND a FL105, em qualquer período entre o nascer e o pôr do sol impossibilita a prática do mesmo. Em particular, a interdição no período entre as 11h e as 15h UTC impede totalmente a realização de voos de distância pelos quais a região é conhecida.
3.3. A criação de três “corredores” prioritários de voo livre, em que não mais de dois serão necessários simultaneamente, de utilização articulada com a Força Aérea Portuguesa e outras entidades numa base diária, de acordo com o conceito FUA (Flexible Use of Airspace), de GND a FL105. Os ficheiros com a descrição dos corredores encontram-se disponíveis em www.clubevertical.org/images/kmz/proposta_corredor_voo_livre.zip.

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Figura 3: “Corredores” prioritários de voo livre propostos.

 

3.4. Sem prejuízo da medida descrita no ponto anterior, a criação de reservas prioritárias de voo livre, de GND a FL105, com centro em cada uma das principais descolagens (Vale de Amoreira – 40.40355, -7.45438, Azinha – 40.43096, -7.45545, Linhares da Beira – 40.53277, -7.4455 e Covilhã – 40.27568, -7.54118) e raio de 10 mil metros.
3.5. A total abertura do Clube de Voo Livre Vertical para participar na concertação de interesses que levem a uma utilização responsável e democrática do espaço aéreo português.

São signatários:

Clube de Voo Livre Vertical,
Câmara Municipal de Manteigas,
Aeroclube da Covilhã,
Clube de Montanhismo da Guarda,
Associação de Voo Livre de Sintra,
Departamento de Engenharia Aeronáutica da Universidade da Beira Interior,
BGD Portugal,
Ozone Portugal,
Paraglide Portugal,
Portugal Paragliding,
Flytime,
UonAir,
Skywalk España,
PWCA (Paragliding World Cup Association),
Espiral - Escola de Voo,
Flymaster,
Clube Ícaro,
Clube Asas de São Miguel,
Montanha Clube
e Escola de Parapente Centro do Montanha Clube.

 

Actualização em 17 de Dezembro de 2017: Figura 4

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Figura 4: Percentagem de dias úteis com exercícios militares nas áreas TRA54 (GND/FL245) e TRA55 (1500ft/FL245), entre 15 de Novembro e 14 de Dezembro de 2017, em cada período de 5 minutos. Dados: http://www.cavok.pt/

 

Actualização em 1 de Fevereiro de 2018: Figura 5

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Figura 5: Percentagem de dias úteis com exercícios militares nas áreas TRA54 (GND/FL245) e TRA55 (1500ft/FL245), em Janeiro de 2018, em cada período de 5 minutos. Dados: http://www.cavok.pt/

 

Actualização em 2 de Março de 2018: Figura 6

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Figura 6: Percentagem de dias úteis com exercícios militares nas áreas TRA54 (GND/FL245) e TRA55 (1500ft/FL245), em Fevereiro de 2018, em cada período de 5 minutos. Dados: http://www.cavok.pt/

 

Actualização em 2 de Abril de 2018: Figura 7

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Figura 7: Percentagem de dias úteis com exercícios militares nas áreas TRA54 (GND/FL245) e TRA55 (1500ft/FL245), em Março de 2018, em cada período de 5 minutos. Dados: http://www.cavok.pt/

 

Actualização em 1 de Maio de 2018: Figura 8

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Figura 8: Percentagem de dias úteis com exercícios militares nas áreas TRA54 (GND/FL245) e TRA55 (1500ft/FL245), em Abril de 2018, em cada período de 5 minutos. Dados: http://www.cavok.pt/

 

Actualização em 1 de Junho de 2018: Figura 9

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Figura 9: Percentagem de dias úteis com exercícios militares nas áreas TRA54 (GND/FL245) e TRA55 (1500ft/FL245) - GND/5000ft AGL em ambas as zonas durante o Hot Blade 2018, em Maio de 2018, em cada período de 5 minutos. Dados: http://www.cavok.pt/

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sábado, 10 fevereiro 2018

Tens suores frios no trabalho, enterras-te na cadeira e finges que está a abanar?
Acordas a meio da noite com o vario aos berros?
Dás por ti a pôr peso quando conduzes?
Às vezes és capaz de jurar que cheira a nuvens?
Olhas para a pega no tecto do metro e tens um esgotamento nervoso?

Se respondeste sim a todas as questões, o Clube Vertical, com o apoio do Município de Manteigas, apresenta-te o Estrela XC Challenge, um desafio de voo cross country que tem como principais objectivos a divulgação e a valorização do elevado potencial para o voo de distância em parapente que a Serra de Estrela (Concelho de Manteigas) oferece.

Será que é em 2018 que se bate a marca dos 350km?...Dos 400km?... e o record europeu FAI?
Seria espectacular, mas há muitos outros desafios... e em verdade queremos é que deixes de ter aqueles sintomas!

Consulta o regulamento e inscreve-te aqui:
http://clubevertical.org/index.php/estrela-xc-challenge

As melhoras vão ser rápidas!
Bons voos!

poster-XC Challenge Estrela 2018

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sexta, 15 dezembro 2017 Modificado em quinta, 15 março 2018

Nos últimos dois anos, com especial incidência a partir de Abril de 2017, tem-se verificado uma crescente utilização das áreas TRA54 e TRA55 para exercícios militares. Tendo em conta tanto a frequência como os horários desses exercícios, actualmente a prática de voo livre na região da Serra da Estrela e serras adjacentes encontra-se fortemente condicionada. Consequentemente, as empresas e particulares cuja actividade, directa ou indirectamente, depende do voo livre vêem a sua subsistência ameaçada. Mais ainda, em termos desportivos, as modalidades de parapente e asa delta encontram-se, dessa forma, literalmente sem espaço para evoluir.

O Clube de Voo Livre Vertical e as entidades abaixo identificadas entendem que é urgente uma tomada de acção por parte de Federação Portuguesa de Voo Livre para que, junto das entidades competentes, faça valer uma utilização polivalente e responsável do espaço aéreo português, em particular das áreas supracitadas.

Salientamos alguns dos motivos pelos quais consideramos premente essa tomada de acção:

1. A Região e o Voo Livre

1.1. A reconhecida e repetidamente comprovada qualidade e consistência das condições naturais para o voo livre da região, merecendo a confiança de organizadores de múltiplas competições internacionais (Pre-Paragliding World Cup 2004, Paragliding World Cup 2005, Competição Internacional da Serra da Estrela - INATEL 2008, Paragliding World Cup 2010, Nordic Paragliding Open 2011, British Open 2013, Paragliding World Cup 2014, British Open 2016, Paragliding World Cup 2016, Estrela XC Challenge 2016 e Estrela XC Challenge 2017) e nacionais (Open da Serra da Estrela 2005, Portugal Open de Parapente da Serra da Estrela/Linhares 2011, Portugal Open de Parapente de Manteigas 2012, Portugal Open de Linhares da Beira 2013, Portugal Open de Asa Delta 2013, Liga Nacional de Parapente 2014, Campeonato Nacional de Asa Delta 2014, Liga Nacional de Parapente 2015, Liga Nacional de Parapente 2016, Paragliding Open Sport 2017, Liga Nacional Parapente 2017) de parapente e asa delta.
1.2. Os sucessivos records nacionais e europeus obtidos em voos com descolagem na região.
1.3. A procura consistente e continuada da região por parte de grupos de pilotos nacionais e estrangeiros, em grande parte motivada pelo exposto em 1.1 e 1.2, facilmente comprovável nas bases de dados de voos Leonardo e XContest.
1.4. O carácter sustentável do voo livre, podendo enquadrar-se como serviço na definição de Parque Natural (da Serra Estrela) do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ver 1.6).
1.5. A candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO por parte de nove municípios da região (Manteigas, Covilhã, Guarda, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Seia e Oliveira do Hospital), através da qual se pretende conciliar a conservação ambiental com o desenvolvimento sustentável da região.
1.6. O trabalho desenvolvido desde 1991 pelo Clube de Voo Livre Vertical na formação de novos pilotos, na formação contínua de sócios e não sócios, bem como no apoio e enquadramento de pilotos visitantes.
1.7. O trabalho realizado pelo Aeroclube da Covilhã em prol da formação de pilotos e de condições para a prática de actividades aeronáuticas: voo livre, aeromodelismo e aviação ligeira com motor.
1.8. A existência de uma academia de Engenharia Aeronáutica (na Universidade da Beira Interior), cujas reconhecidas actividades de ensino e investigação, algumas destas últimas em colaboração com elementos do Clube de Voo Livre Vertical, ocorrem a partir da descolagem da Covilhã e do aeródromo de Castelo Branco.
1.9. O trabalho e os investimentos avultados efectuados pelas autarquias de Manteigas, Covilhã, Celorico da Beira e Fundão na promoção do voo livre na região através i) do apoio monetário à realização de competições ii) do melhoramento de acessos às descolagens e das condições das mesmas iii) da disponibilização de meios logísticos e de mão-de-obra, estimulando todos os sectores de actividade económica da região.
1.10. A queda no número de voos efectuados na região que se verificou em 2016 e 2017, de forma abrupta no último caso, conforme evidenciado na Figura 1.

Captura de ecrã 2017-12-15 às 20.43.26

Figura 1: Número de voos efectuados na região de 2014 a 2017 registados na plataforma Leonardo – The Global Flight Database

 

1.11. O impacto económico negativo da diminuição do número de voos referida no ponto anterior. Desde a restauração ao alojamento, passando por outros serviços locais, todos os sectores de actividade económica da região são, directa ou indirectamente, profundamente afectados por essa diminuição, intensificando a interioridade e a desertificação da região.
1.12. A regressão, em termos desportivos, das modalidades de parapente e asa delta e dos seus praticantes. Tendo em conta que a região da Serra da Estrela é o melhor sítio para a prática de voo livre no país, o que sucede actualmente é equivalente à interdição da prática de surf na Ericeira pela Marinha Portuguesa.
1.13. A importância que o voo em parapente e asa delta possuem no seio da Fédération Aéronautique Internationale (FAI), organismo que governa estas modalidades entre outras a nível internacional, em termos do número total de praticantes e de competições realizadas anualmente.

2. Boas Práticas e Tendências

2.1. A existência de um aeroporto internacional em Sion, Suiça, não só não impede o voo livre nas suas imediações como permite, em períodos de inactividade, a utilização do respectivo espaço aéreo reservado.

Captura de ecrã 2017-12-15 às 20.43.51

Figura 2: Espaço aéreo reservado do aeroporto de Sion e voos (em parapente e asa delta) efectuados nas suas imediações: a vermelho (azul) zonas onde há maior (menor) concentração de voos.

 

2.2. O impacto económico positivo associado ao voo livre nas regiões onde as condições naturais são adequadas à sua prática: Val di Fassa (Itália), Fiesch (Suiça), Saint André (França), Innsbruck (Áustria), Algodonales (Espanha), etc. Por motivos de proximidade e mais directa comparação, tomemos o último exemplo, Algodonales, “refúgio” de milhares de pilotos do norte e centro da Europa, onde a capacidade do alojamento local é insuficiente, recorrendo-se ao alojamento das vilas circundantes para suprir a procura e a restauração se multiplicou e adaptou aos horários dos praticantes de voo livre, impulsionando toda a economia local.
2.3. O crescente estímulo ao desenvolvimento de regiões com condições naturais propícias à prática de desportos de natureza, por parte de autarquias e empresas (nacionais e internacionais), por exemplo: Nazaré, Ericeira e Peniche (surf), Mogadouro (voo em planador), Manteigas, Covilhã, Celorico da Beira e Fundão (voo em parapente e asa delta), etc. Resulta desse estímulo o desenvolvimento das próprias modalidades desportivas e seus praticantes, incluindo o aparecimento de novos valores, assim como a revitalização da economia local.
2.4. A crescente consciência ecológica da população, evidenciada pela proliferação de movimentos cívicos para a preservação das condições naturais únicas para actividades de lazer e/ou de modalidades desportivas. Exemplos: movimento SOS Cabedelo (Figueira da Foz), Guardiões da Serra da Estrela, etc.

3. Futuro e Soluções

Considerando as áreas TRA54 e TRA55 em particular, mas sem perda de generalidade, apresentamos algumas soluções que, em conjunto ou separadamente, permitirão uma utilização polivalente e responsável do espaço aéreo português no futuro:

3.1. A definição dos limites inferior e superior de GND e FL105, respectivamente, para voo livre.
3.2. A articulação de horários. Por definição, o voo livre está dependente da energia do Sol e limitado a VFR, pelo que a utilização de espaço aéreo pela Força Aérea Portuguesa (ou outras), de GND a FL105, em qualquer período entre o nascer e o pôr do sol impossibilita a prática do mesmo. Em particular, a interdição no período entre as 11h e as 15h UTC impede totalmente a realização de voos de distância pelos quais a região é conhecida.
3.3. A criação de três “corredores” prioritários de voo livre, em que não mais de dois serão necessários simultaneamente, de utilização articulada com a Força Aérea Portuguesa e outras entidades numa base diária, de acordo com o conceito FUA (Flexible Use of Airspace), de GND a FL105. Os ficheiros com a descrição dos corredores encontram-se disponíveis em www.clubevertical.org/images/kmz/proposta_corredor_voo_livre.zip.

Captura de ecrã 2017-12-15 às 20.44.11

Figura 3: “Corredores” prioritários de voo livre propostos.

 

3.4. Sem prejuízo da medida descrita no ponto anterior, a criação de reservas prioritárias de voo livre, de GND a FL105, com centro em cada uma das principais descolagens (Vale de Amoreira – 40.40355, -7.45438, Azinha – 40.43096, -7.45545, Linhares da Beira – 40.53277, -7.4455 e Covilhã – 40.27568, -7.54118) e raio de 10 mil metros.
3.5. A total abertura do Clube de Voo Livre Vertical para participar na concertação de interesses que levem a uma utilização responsável e democrática do espaço aéreo português.

São signatários:

Clube de Voo Livre Vertical,
Câmara Municipal de Manteigas,
Aeroclube da Covilhã,
Clube de Montanhismo da Guarda,
Associação de Voo Livre de Sintra,
Departamento de Engenharia Aeronáutica da Universidade da Beira Interior,
BGD Portugal,
Ozone Portugal,
Paraglide Portugal,
Portugal Paragliding,
Flytime,
UonAir,
Skywalk España
e PWCA (Paragliding World Cup Association).

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quarta, 01 novembro 2017 Modificado em sexta, 15 dezembro 2017
Caros Sócios e Amigos,
 
O programa das festas do fim-de-semana de 9 e 10 de dezembro é o seguinte:
 
Sábado - 9 de dezembro
14h30m - Dobragem de reservas e exames médicos no Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Manteigas
18h30m - Assembleia Geral no Auditório Municipal de Manteigas
20h30m - Jantar convívio no Alfátima
 
Domingo - 10 de dezembro
10h - Dobragem de reservas e exames médicos no Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Manteigas
 
O jantar terá um custo de 15€ por pessoa e inclui:
- Entrada de pão de alho
- Prato (Bife à caçador / Bochechas de Porco / Bacalhau com Broa)
- Sobremesa
- Café
- Bebidas
 
Agradecemos que confirmem por email ( Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ) a vossa presença no jantar (e possíveis acompanhantes) tal como o prato que preferem (das 3 opções apresentadas) até ao próximo dia 1 de dezembro, para podermos confirmar com o Alfátima.
 
Contamos com a vossa presença!

 

 
 
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sábado, 29 outubro 2016 Modificado em quarta, 01 novembro 2017
Caros Sócios e Amigos do Clube de Voo Livre Vertical,
 
No dia 5 de Novembro (Sábado) vai-se realizar a Assembleia Geral Ordinária e Eleitoral assim como e o encontro anual do Clube Vertical, com o seguinte programa:
 
A partir das 14h30 - Início dos exames médicos e renovação de licenças, nas casas do Sameiro;
18h  - A.G. Geral Ordinária e Eleitoral na sede do Clube;
Após a AG - Convívio livre no Festival de Outono em Manteigas.
 
Contamos convosco!
 
PS.: Este ano não foi possível agendar dobragem reservas conjuntamente com a AG uma vez que o Pavilhão Polidesportivo de Manteigas vai estar ocupado.
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sábado, 23 julho 2016 Modificado em quinta, 26 janeiro 2017
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domingo, 17 julho 2016

Os resultados do British Open 2016 estão disponiveis aqui: http://clubevertical.org/files/british2016/results/index.htm

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sábado, 16 julho 2016

Resultados provisórios da manga 3: http://clubevertical.org/files/british2016/results/index.htm

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sexta, 15 julho 2016

Manga 3: um zigzag de 91km até Zebreira a partir de Vale de Amoreira!

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sexta, 15 julho 2016

Os resultados provisórios das mangas 1 e 2 do British Open 2016 estão disponíveis aqui:
http://clubevertical.org/files/british2016/results/index.htm

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quinta, 14 julho 2016

Segunda manga do British Open 2016: 59km até Castelo Branco. Com muitos pilotos já no golo, estes foram alguns momentos na descolagem de Vale de Amoreira.

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quarta, 13 julho 2016

Os resultados provisórios da primeira manga do British Open 2016 encontram-se disponíveis aqui.

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Contactos Sede

  Largo da Reboleira - Sameiro, Manteigas

  N 40º 24' 43.98'' W 7º 28' 07.20'' 

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Paula Martins, Pedro Patrício e Fernando Pereira

 

Voos em Bilugar

Os voos de iniciação ao parapente em bilugar não requerem nenhuma experiência anterior da parte do passageiro, não havendo outras restrições salvo condições de saúde graves. Os nossos pilotos de bilugar estão devidamente acreditados e segurados para o efeito, seguro esse que inclui o passageiro.

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